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Um novo jeito de elaborar contratos no mercado imobiliário

Um novo jeito de elaborar contratos no mercado imobiliário

O sonho da casa própria ronda o imaginário da população brasileira. Seja para casar, morar sozinho, ter mais espaço para a família, em momentos de crise na economia ou não, a meta de grande parte da população é adquirir o tão sonhado imóvel.

Com a pandemia, a tecnologia tornou-se uma grande aliada do mercado imobiliário, que passou a utilizar ferramentas digitais e inovadoras para superar o obstáculo do isolamento social. Os sites agora convidam o cliente a conhecer o imóvel de forma virtual, com chats de venda e orientação na busca do imóvel ideal, transformando a compra em uma experiência.

Realizar o sonho da casa própria é uma grande conquista, mas não podemos esquecer que causa um impacto direto no orçamento e por possuir alto valor, em sua maioria, a compra precisa ser financiada.

No entanto, depois de muita pesquisa, avaliação do imóvel, conversa com corretores e decisão pela compra, assinamos um contrato com as inúmeras cláusulas e parcelas que nos acompanharão por alguns anos.

Após realizar o sonho e assinar o documento, a realidade bate à porta. Além da alteração no orçamento, a falta de entendimento sobre os termos do contrato também pode contribuir para o rompimento por parte do cliente, ocasionando o que chamamos de distrato. Caso isso ocorra em larga escala, o prejuízo pode ser considerável.

O contrato de compra e venda de imóvel possui alto valor e é um instrumento que garante direitos e deveres para ambas as partes. Por isso é importantíssimo tomar cuidado com cláusulas e previsões contratuais, deixando claro os pontos relevantes nesse acordo.

Para solucionar essa demanda é preciso um olhar diferenciado e utilização do Legal Design, utilizando elementos para tornar o Direito mais claro e compreensível, transformando o contrato em algo que qualquer pessoa seja capaz de entender.

Embora os elementos visuais facilitem a comunicação, a maioria dos advogados não aplica esse recurso em documentos, optando pela simples digitação de texto. Isso ocorre muitas vezes por falta de conhecimento em design ou por acreditar que a utilização desse recurso é desgastante e ineficaz.

Ao contrário disso, pesquisas afirmam que as imagens têm um alto nível de processamento e são absorvidas mais facilmente pelo cérebro do que textos. O cérebro humano faz julgamentos intuitivos rápidos quando vemos algo pela primeira vez. O sentimento geral influencia a forma como reagiremos ao que nos é apresentado.

Para isso, te convido a começar melhorar o aspecto visual dos contratos que elabora, utilizando ferramentas como imagens, vídeos, ícones, infográficos além da parte textual. Isso proporcionará uma leitura mais atrativa, descomplicada e consequentemente melhor compreendida pelo leitor.

 

Foto de Gabby K (Pexels)

Comunidade Legal Hub
Raquel Parente
Raquel Parente Seguir

Advogada, especialista em Direito Imobiliário

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