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O Porquê das Auditorias e Treinamentos na ISO 37001

O Porquê das Auditorias e Treinamentos na ISO 37001

O espírito de cada época (zeithgeist), traz consigo respostas a novos desafios mas também, implica no surgir de novas ondas acerca de conceitos, como seja, A Verdade!

Segundo a Verdade de cada grupo social ou coletividade, Corporação; lá sairemos nós, nas mais “auspiciosas” defesas e argumentos, não raro, com foco em resultados inovadores, econômicos, tecnológicos que garantam a chamada “Vantagem Competitiva”.

No Brasil, a ênfase e marco da Anticorrupção – A Lei 12.846/13 – promove o sentimento de estar em Compliance, como certa vantagem estratégica. Implementar pilares em Compliance, não somente garantem uma boa reputação como, conferem às Instituições público-privadas, uma nova verdade sobre mapeamento de riscos (risk assessment).

Nesse sentido, o bem conduzir mediante protocolos de Conformidade e Integridade, alicerçados pelos princípios anticorrupção, pode revelar que, na prática, algumas teorias modificam-se do “porquê” em relação ao “para que”.

Os “porquês”, são tão necessários quanto. Elevam as Instituições à busca pela atualização e conhecimento a novas tecnologias, novas estratégias e que viabilizam a vantagem competitiva. O alinhamento frente ao compliance, implica o “trainning” e o motivo que evidencia-se pelo mitigar dos riscos.

Por conseguinte, ao tratar da anticorrupção e com isso, a Gestão Antissuborno (ISO 37001), o processo e necessidade das Auditorias, promovem o “para que”! A vantagem competitiva pela implementação do Compliance, é reinterpretada de forma mais crítica pela qualidade e efetividade da melhoria contínua no processo de amadurecimento institucional. A nova Verdade? É que não é possível dissociar Compliance – visão de cumprimento estratégico, porquê a Lei assim o pede – de transformação do modelo mental corporativo, da cultura organizacional, de todos àqueles que “vestem a camisa” da empresa e que são, o marketing real e de fato – os funcionários!

O “para que”, na Gestão Antissuborno e o empregar da Integridade Interna em forma de treinamento que gera vantagem competitiva, de tal sorte, que a “vantagem colaborativa de integridade” nasça, como natural enquanto, cultura da Instituição – é a nova verdade! As Auditorias em Gestão Antissuborno – ISO 37001 – são fundamentais, para que os processos de melhoria contínua, alavancados pelos pilares do Compliance ( Suporte da Alta Administração, Avaliação de Riscos, Códigos e Políticas de Compliance, Controles Internos, Treinamento e Comunicação, Canais de Denúncias, Investigações Internas, Due Diligence, Monitoramento) – revelem o envolvimento e compromisso intersetores (stakeholders) e intrasetores institucionais - estratégico, tático e operacional.

Não obstante, a Gestão Antissuborno bem implementada em suas Políticas Internas e Códigos de Conduta, refletirão frente aos processos de Auditorias Internas e Externas, uma realidade essencial para a adaptação ao mercado global, qual seja, a Gestão da Crise e oportunizará o amadurecimento disruptivo - associado ao desenvolvimento tecnológico à cultura disruptiva – gerando vantagem colaborativa!

O Compliance está para a vantagem competitiva, como os processos de Auditoria Antissuborno estão para a vantagem colaborativa! O Compliance é o “porquê”. As Auditorias Antissuborno são, o “Para que”! O Compliance é a conformidade em relação ao regramento normativo. A Gestão Antissuborno bem alicerçada e reconhecida pelas Auditorias (Planejar, Preparar, Executar, Encerrar/Follow-up) identificam a sintonia com a Integridade! É o fazer (compliance), ressonando com o espírito de ser íntegro! Enquanto um está (compliance), o outro, simplesmente é (gestão antissuborno)! Aquele que está, nem sempre chega a ser mas, aquele que já é, sempre está e por isso, faz!

O desafio nos processos de Auditorias Antissuborno está justamente em orientar para o amadurecimento da conformidade para a integridade. A maturidade antissuborno é alcançada quando o monitoramento e acompanhamento das Auditorias, revelam que a Gestão de Integridade foi incorporada à cultura organizacional além do papel mas, é parte do ser autônomo de cada funcionário em seus principios! Cada qual torna-se gestor de si e a entropia disruptiva, revelada pela desordem, é identificada!

A entropia disruptiva é aquela que encerra modelos mentais obsoletos e oportuniza a promoção de culturas organizacionais que renascem das crises e fazem destas, oportunidades; consolidam forças enfrentando fraquezas! Encontram soluções muitas vezes, sem nenhuma tecnologia!

 

Comunidade Legal Hub
Andréa Leoni
Andréa Leoni Seguir

• Especialista: Compliance e Integridade Corporativa – PUC/MG. • Especialista: Direito Administrativo e Gestão Pública – Escola Fundação do Ministério Público. • Superior em Gestão Pública Pública | FGV.

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