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A Inovação Aberta e os reflexos na Controladoria

A Inovação Aberta e os reflexos na Controladoria

A Revolução 4.0 é a expressão que engloba tecnologias para automação e troca de dados, com o uso de ferramentas como a Internet das Coisas, Computação na Nuvem e Sistemas Ciber-físicos. Logo após essa introdução no mercado, as empresas que abordam inovação passaram a atuar com atividades exclusivas em seus projetos de desenvolvimento.

Por essa razão, a expressão “inovação aberta” traz o conceito de usar ideias e pessoas de fora da empresa no auxílio do desenvolvimento de produtos e tecnologias, claro que, para compartilhar suas ideias, o grupo é seleto. E, os reflexos que esse modelo de desenvolvimento agregam, à Controladoria Jurídica, são por meio das novas estratégias de gestão para proporcionar mais agilidade nos fluxos das atividades.

 Antes de mais nada, vale salientar que Hank Chesbrough, professor da Universidade de Berkeley, na Califórnia, propôs uma maneira de combinar os modelos de inovação aberta. Sua sugestão está embasada nos estudos em que passaram por transformações nas perspectivas exploradas, assim, a nova visão da inovação aberta tem como ideia recente o crowdfunfing em que uma pessoa pode apresentar o empreendimento de risco e buscar apoio.

Com isso, compreendemos que, no âmbito onde o conhecimento é amplamente distribuído, é necessário encontrar novas formas que possam auxiliar nossa modelagem de gestão interna, inovando sempre para vencer as barreiras.

E como fazer isso dentro da Controladoria?

De acordo com o modelo de inovação aberta, podemos usar de imersões com o cliente envolvendo-o em um trabalho existente e nos potenciais para avaliar quais são as estratégias que podemos abordar como pontes de melhoria. Logo, com a base de estratégia para construirmos uma rede de relacionamento, como os clientes e parceiros, para trabalhar de forma colaborativa.

Mudança de mentalidade

Na atividade jurídica precisamos mudar, consideravelmente, a mentalidade para que a inovação aberta auxilie nas atividades da Controladoria, pois não estamos mais no modelo centralizado do controle de ideias. Os segmentos de tecnologia básica são compartilhados entre as empresas, e com esse método podemos inovar constantemente na Controladoria para proporcionar novos métodos de gestão – bem como novos modelos de análise de dados.

À vista disso, devemos ponderar as trocas de experiências entre Controllers, no mercado de trabalho, para que possamos gerar essa integração das atividades alinhando novas técnicas que a tecnologia pode proporcionar aos escritórios e departamentos jurídicos.

Portanto, essa mudança de comportamento deve ser realizada de modo seguro, para que dados e informações sejam preservados, sem expor dados sigilosos que envolvam as estruturas jurídicas. A ideia central dessa metodologia é desenvolver, modelos de gestão, técnicas e ampliação do conhecimento técnico.

Assim, essa troca (colocar um complemento) consiste na busca por novas ideias, alternativas e melhorias relacionadas ao escritório.

Deste modo, o âmbito da inovação aborda constantemente o acesso aos setores de tecnologia, desenvolvedores de softwares, programadores e advogados que podem compartilhar dessa problemática.

Por fim, compreende-se que, para ampliarmos as melhorias, é preciso compartilhar esses conhecimentos e pontos fracos a fim de alcançar o aperfeiçoamento necessário que o jurídico necessita para alavancar.

 

 

Comunidade Legal Hub
Kamille Ziliotto
Kamille Ziliotto Seguir

Advogada, consultora em Produção Jurídica, palestrante e autora de artigos em Gestão Legal.

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