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A economia digital traz muitas oportunidades para empreender, mas tome cuidado com os percalços jurídicos

A economia digital traz muitas oportunidades para empreender, mas tome cuidado com os percalços jurídicos

Nos anos 90 começou a se falar em economia digital, o conceito que parecia muito distante se transformou em realidade na era da 4ª Revolução Industrial. Marcada pelas inovações tecnológicas e a convergência digital, também podemos chamar esse momento de era da economia digital. Esse modelo econômico é marcado pelas redes e infraestruturas digitais que possibilitam uma comunicação direta com clientes em uma plataforma online, onde não há limitação entre a empresa e o consumidor por espaço ou tempo.

 

A internet transformou os modelos de negócios e as mudanças são constantes. Para empresas antigas são muitos os desafios para continuar a ter sucesso nessa nova realidade, mas para novos empreendimentos ficou mais simples começar algo novo e fazer ele dar certo. A economia digital criou oportunidades para empreender que antigamente não existiam. Com a internet algumas dificuldades foram eliminadas. Para começar uma startup, por exemplo, não é necessário um espaço físico, apenas um domínio online.

 

A economia digital é tendência e para startups é um caminho inevitável. Apesar das facilidades do mundo digital e de empreender nesse segmento, é preciso estar atento e ter cautela antes de começar. Dentro desse contexto é imprescindível cuidados jurídicos para iniciar um negócio, seja ele de pequeno ou grande porte. Ter um aparato jurídico bem montado evita diversos problemas e permite que o empreendimento opere em plena legalidade.

 

Um estudo realizado pelo SEBRAE apontou que 75% das startups, em média, acaba fechando antes de completar um ano de funcionamento. As principais causas que resultam no fechamento são problemas jurídicos e comportamentais. Esse número seria drasticamente reduzido se dentro do planejamento inicial de operação da startup estiver uma consultoria da área legal. Para garantir o sucesso do empreendimento é necessário uma modelagem jurídica feita por especialistas, porque eles sabem as dificuldades mais comuns e conseguem planejar a atuação do negócio de forma preventiva, elaborando documentos e contratos que protejam a startups de possíveis problemas.

 

Existem alguns mecanismos de fomento para startups que precisam de benefícios ou verba. A Lei 11.196/2005, popularmente conhecida como Lei do Bem, oferece incentivos fiscais para atividades de inovação tecnológica. Também existem editais públicos que oferecem vantagens em dinheiro para empresas que se enquadrem nos requisitos exigidos. Em todos esses casos é necessário uma consultoria jurídica para deixar toda a documentação do empreendimento preparada para participar das iniciativas de fomento. Sem o conhecimento na área de legislação é muito difícil conseguir montar um aparato jurídico e saber se a startup está no caminho correto para o sucesso.

 

Mesmo com a Lei de Liberdade Econômica, muitas áreas de atuação precisam atender exigências específicas por não se enquadrarem na categoria de baixo risco. Startups do ramo químico, por exemplo, devem ter licenças e alvarás especiais para funcionar. É de suma importância um acompanhamento desde o início das operações, por uma equipe especializada em modelagem jurídica, para que a empresa não infrinja a legislação e tenha penalizações que resultem no fechamento do negócio. Através de mentoria e modelagem de novos negócios auxiliamos startups a sobreviverem ao primeiro ano de funcionamento atingindo sucesso na realização de suas atividades.

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